No dia vinte deste mês (20/07/2010), o Presidente Lula promulgou o Estatuto da Igualdade Racial.
Em Pernambuco, não vi a repercussão que a matéria merece ter, pelo menos na grande imprensa e canais de televisão e rádio.
Vi somente notas inseridas em cadernos Brasil, transcritas da press release distribuida pela Agência Brasil.
Essa lei, aprovada pelo Congresso Nacional no mês passado, tramitou por sete anos.
Por essa lei cria-se a UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LUSO-AFRO-BRASILEIRA (UNILAB), que terá sede em Baturité, município do Ceará, e tem entre seus objetivos primordiais "promover atividades de cooperação internacional com os países da África, por meio de acordos, convênios e programas de cooperação internacional, especialmente contribuindo para a formação acadêmica de estudantes dos países parceiros".
A política de igualdade racial promulgada por essa lei tem por escopo a correção de desigualdades históricas no que se refere às oportunidades e aos direitos dos descendentes de escravos do País.
Aqui, abro um espaço para assinalar que, à primeira face, se deve entender como descendente de escravos, no Brasil, todo integrante da etnia negra, excluídos os raríssimos atuais imigrantes.
Até quando a imprensa dita livre, neste País, tentará ignorar os assuntos de interesse direto de uma grande parcela da nação ?
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